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20 NOV 2021
REPRESENTATIVIDADE NEGRA NO ESPORTE

Deives Nazaré de Oliveira, 33 anos, auxiliar de entrega, capoeirista graduado e ativista social de Carmo da Cachoeira — MG. (Negodeives Kpoeira)
Arte para alguns e esporte para outros, a capoeira é, na verdade, a representação imaterial da resistência de um povo que teve gingado para se esquivar da opressão. Assim é a essência deste homenageado.
A capoeira é uma das expressões culturais mais antigas do Brasil. Trazida ao Brasil no século XVII por escravos africanos, foi proibida até o ano de 1937. Hoje, ela é reconhecida como Patrimônio Imaterial brasileiro (Iphan, 2008) e tem como uma das suas maiores representações a Roda de Capoeira, Patrimônio Imaterial da Humanidade (Unesco, 2014).
A luta pelo reconhecimento da capoeira foi travada por inúmeros mestres, capoeiristas, artistas e pesquisadores sobre o tema. Em Carmo da Cachoeira essa luta também é real para o grupo de capoeira Negro Arte, organizado pelo Contra Mestre Lelê (Alexandre Toledo) que há oito anos vem desenvolvendo projetos relacionados a capoeira na cidade e em toda região.
O projeto “Bom Retiro — Bom de Capoeira” está sob responsabilidade do monitor de capoeira Deives, popularmente conhecido como Nego Deives. Praticante do esporte desde a sua infância, há anos, guia seus alunos através de atividades para preservação da cultura, afro.
O “Bom Retiro — Bom de Capoeira” começou como uma alternativa para ocupar o tempo ocioso de jovens e crianças cachoeirenses, com um caráter de inclusão social. Atualmente, conta com capoeiristas de todas as idades. “A capoeira é para todos, não tem idade nem peso. É uma ferramenta positiva na questão da equiparação, na inclusão. Aqui é negro, é branco, é índio, independe da questão religiosa, independe da sua forma de pensar, todos são bem-vindos”, afirma Nego Deives.
Além das aulas práticas que envolvem golpes, canto e dança, o projeto também explora a história relacionada à capoeira. Como parte da construção da identidade nacional, ela possui traços marcantes de superação e luta dos negros ao vencerem a escravidão. Essa identidade racial e cultural é repassada com maestria por Nego Deives para os alunos.
“Amo minha raça, luto pela cor, o que quer que eu faça é por nós, por amor”, disse Deives citando Racionais MCs.
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura
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